Bloco baixo do Strasbourg engole Endrick e derruba o Lyon: radiografia tática da derrota

Endrick: A série de 13 vitórias do Lyon ruiu em Strasbourg porque o camisa 9 foi engolido por um bloco compacto de 4-4-2 que cortou linhas de passe, matou a transição e eliminou qualquer raio de ação do brasileiro.
O desenho tático
Gary O’Neil armou o Strasbourg num 4-4-2 que oscilava entre pressão alta e bloco baixo sem abrir mão da ultra-compactação entre setores (máx. 15 metros). Na fase defensiva, os extremos fechavam por dentro, formando um “funil” que isolava o pivô e expulsava Endrick para a zona lateral. Quando o Lyon tentava progredir, o Strasbourg empurrava a última linha até o meio-campo, transformando a pressão em 5×3 no corredor central. Resultado: o mapa de calor do brasileiro mostra apenas três toques dentro da área rival nos 90 minutos — número irrisório para quem costuma dobrar isso em 20.
Os colapsos do Lyon
Paulo Fonseca manteve o 4-3-3 habitual, mas, deslocando Endrick para a ponta-direita, abriu mão da profundidade central. Sem um nove de referência, Caqueret e Cherki precisaram acionar lançamentos longos para quebrar a primeira linha adversária; o problema é que o Strasbourg venceu 78% das bolas aéreas, devolvendo contra-ataques letais. O segundo gol — chute de Godo após desvio — nasce de uma transição de seis segundos, flagrando o Lyon com as linhas espaçadas e somente três jogadores no bloco defensivo.
Fonseca tentou corrigir abrindo mais a amplitude com Nuamah e recuando Endrick como falso 9, mas o timing de apoio fracassou: quando o brasileiro recebia de costas, já vinha a pressão dupla do volante El Mourabet e do lateral Sylla. Sem terceiro homem para triangulação curta, as jogadas morriam antes do último terço.
Análise Sigo Meu Time: O Lyon sucumbiu porque perdeu a batalha dos espaços — não a da posse. Enquanto não devolver Endrick ao corredor central e criar rota de escape entrelinhas, o time seguirá previsível. Por outro lado, o Strasbourg expôs um manual de como travar um ataque móvel com pressão sincronizada e bloco reativo. Se Fonseca quiser recolocar o OL no trilho, precisará ajustar a estrutura de suporte ao seu principal artilheiro e reduzir o espaço entre as próprias linhas para não se partir em transição. Veja mais notícias e análises em https://sigomeutime.com.br/.
Fonte: Redação Sigo Meu Time




